Acadêmicos dos cursos de Enfermagem e Medicina, professores e técnicos participaram, no Câmpus Augustinópolis da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), da Cerimônia em Homenagem aos Corpos Doados à ciência, vinculada à disciplina de Anatomia Humana. O momento foi marcado por reflexão, respeito e reconhecimento à contribuição daqueles que, mesmo após a vida, continuam ensinando e colaborando para a formação de futuros profissionais da saúde.
A cerimônia foi conduzida pelo professor Frans Andrade, que destacou o significado do momento para a formação acadêmica e humana dos estudantes: “Este é, antes de tudo, um momento de respeito e gratidão. Antes do aprendizado técnico, é essencial reconhecer a dimensão humana e o gesto de generosidade que torna possível o estudo da Anatomia”.
A solenidade reforçou o caráter ético e humanístico do estudo da Anatomia, lembrando aos estudantes que o aprendizado científico está diretamente ligado ao respeito à dignidade humana.
Durante o evento, a coordenadora do Complexo de Ciências da Saúde, professora Lilian Nathália, destacou a importância desse processo formativo e do ambiente de aprendizagem: “O laboratório de Anatomia não é apenas um espaço físico; é um ambiente de respeito, ética e construção do conhecimento. É nesse espaço, com o apoio de professores e técnicos, que os estudantes têm a oportunidade de aprender e compreender, de forma responsável, a complexidade do corpo humano.”
O professor da disciplina de Anatomia Humana, Rodrigo Lemgruber, enfatizou o significado simbólico da cerimônia para a formação dos acadêmicos, ressaltando que o momento contribui para a postura profissional e para o desenvolvimento da sensibilidade: “A cerimônia também orienta quanto à postura e aos cuidados necessários no laboratório, mas, acima de tudo, nos lembra da importância de cultivar a sensibilidade, o respeito e a empatia diante daqueles que contribuem para o nosso aprendizado.”
Também durante a programação, o técnico especialista Fábio Sousa Cardoso explicou os procedimentos realizados para a preservação dos corpos e a seriedade do trabalho técnico envolvido: “Existe todo um protocolo para o recebimento dos corpos, que inclui documentação específica e autorização dos órgãos responsáveis. Após a chegada, realizamos os processos de higienização e conservação, seguindo critérios técnicos rigorosos, para garantir a preservação e o uso adequado nas atividades de ensino”.
Ao abordar a dimensão humanística da formação em saúde, o professor Lucas Rossato lembrou que o cuidado com o ser humano não se limita à vida. “As áreas da saúde têm como princípio o cuidado com a vida, o alívio do sofrimento e a promoção do bem-estar, mas também envolvem o respeito e a dignidade após a morte. Essas pessoas, por meio de sua doação, contribuem diretamente para a formação de profissionais e, consequentemente, para o cuidado de inúmeras outras vidas”.
Representando os estudantes, a acadêmica do primeiro período de Medicina Esther Layane falou sobre a importância da experiência para a construção de uma postura ética e sensível. “Esse momento nos ajuda a desenvolver o respeito e a consciência sobre a importância de cada pessoa que contribui para o nosso aprendizado. Mesmo sem conhecermos suas histórias, sabemos que estão nos ajudando a compreender melhor o corpo humano e a medicina”.
Durante a cerimônia, uma das reflexões compartilhadas com o público sintetizou o sentimento do momento: “Aprender anatomia é, antes de tudo, aprender humanidade.”
Reflexão, gratidão e compromisso
Um dos momentos mais marcantes da cerimônia foi a leitura da tradicional Mensagem ao Cadáver Desconhecido, texto que convida à reflexão sobre o significado do estudo anatômico e reforça o pedido simbólico de perdão e gratidão àqueles que, por meio da doação do próprio corpo, contribuem para o avanço da ciência e para a formação de profissionais comprometidos com o cuidado à vida.

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Cerimônia em homenagem aos corpos doados à ciência destaca respeito, ética e formação humanística
Evento reforçou o compromisso dos futuros profissionais da saúde com a dignidade humana e a responsabilidade no cuidado à vida.
débora maia Câmpus Augustinópolis 13/02/2026 13:42
Cerimônia reforçou entre os estudantes o compromisso de aliar o conhecimento científico ao respeito à dignidade humana.(Fotos: Débora Maia/Dicom Unitins)
Acadêmicos dos cursos de Enfermagem e Medicina, professores e técnicos participaram, no Câmpus Augustinópolis da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), da Cerimônia em Homenagem aos Corpos Doados à ciência, vinculada à disciplina de Anatomia Humana. O momento foi marcado por reflexão, respeito e reconhecimento à contribuição daqueles que, mesmo após a vida, continuam ensinando e colaborando para a formação de futuros profissionais da saúde.
A cerimônia foi conduzida pelo professor Frans Andrade, que destacou o significado do momento para a formação acadêmica e humana dos estudantes: “Este é, antes de tudo, um momento de respeito e gratidão. Antes do aprendizado técnico, é essencial reconhecer a dimensão humana e o gesto de generosidade que torna possível o estudo da Anatomia”.
A solenidade reforçou o caráter ético e humanístico do estudo da Anatomia, lembrando aos estudantes que o aprendizado científico está diretamente ligado ao respeito à dignidade humana.
Durante o evento, a coordenadora do Complexo de Ciências da Saúde, professora Lilian Nathália, destacou a importância desse processo formativo e do ambiente de aprendizagem: “O laboratório de Anatomia não é apenas um espaço físico; é um ambiente de respeito, ética e construção do conhecimento. É nesse espaço, com o apoio de professores e técnicos, que os estudantes têm a oportunidade de aprender e compreender, de forma responsável, a complexidade do corpo humano.”
O professor da disciplina de Anatomia Humana, Rodrigo Lemgruber, enfatizou o significado simbólico da cerimônia para a formação dos acadêmicos, ressaltando que o momento contribui para a postura profissional e para o desenvolvimento da sensibilidade: “A cerimônia também orienta quanto à postura e aos cuidados necessários no laboratório, mas, acima de tudo, nos lembra da importância de cultivar a sensibilidade, o respeito e a empatia diante daqueles que contribuem para o nosso aprendizado.”
Também durante a programação, o técnico especialista Fábio Sousa Cardoso explicou os procedimentos realizados para a preservação dos corpos e a seriedade do trabalho técnico envolvido: “Existe todo um protocolo para o recebimento dos corpos, que inclui documentação específica e autorização dos órgãos responsáveis. Após a chegada, realizamos os processos de higienização e conservação, seguindo critérios técnicos rigorosos, para garantir a preservação e o uso adequado nas atividades de ensino”.
Ao abordar a dimensão humanística da formação em saúde, o professor Lucas Rossato lembrou que o cuidado com o ser humano não se limita à vida. “As áreas da saúde têm como princípio o cuidado com a vida, o alívio do sofrimento e a promoção do bem-estar, mas também envolvem o respeito e a dignidade após a morte. Essas pessoas, por meio de sua doação, contribuem diretamente para a formação de profissionais e, consequentemente, para o cuidado de inúmeras outras vidas”.
Representando os estudantes, a acadêmica do primeiro período de Medicina Esther Layane falou sobre a importância da experiência para a construção de uma postura ética e sensível. “Esse momento nos ajuda a desenvolver o respeito e a consciência sobre a importância de cada pessoa que contribui para o nosso aprendizado. Mesmo sem conhecermos suas histórias, sabemos que estão nos ajudando a compreender melhor o corpo humano e a medicina”.
Durante a cerimônia, uma das reflexões compartilhadas com o público sintetizou o sentimento do momento: “Aprender anatomia é, antes de tudo, aprender humanidade.”
Reflexão, gratidão e compromisso
Um dos momentos mais marcantes da cerimônia foi a leitura da tradicional Mensagem ao Cadáver Desconhecido, texto que convida à reflexão sobre o significado do estudo anatômico e reforça o pedido simbólico de perdão e gratidão àqueles que, por meio da doação do próprio corpo, contribuem para o avanço da ciência e para a formação de profissionais comprometidos com o cuidado à vida.
Acadêmicos participaram da oração ao cadáver desconhecido
Na sequência, os participantes realizaram uma leitura em conjunto de agradecimento e compromisso ético diante daquele que é reconhecido simbolicamente como o primeiro mestre dos estudantes. O texto recorda que aquele corpo pertenceu a alguém que viveu, sonhou, amou e teve uma história, convidando os futuros profissionais a manterem, ao longo de toda a carreira, a sensibilidade e a humanidade no exercício da profissão.
A cerimônia foi encerrada em um clima de reflexão, reforçando entre os participantes o compromisso de que o conhecimento científico deve caminhar sempre aliado ao respeito, à ética e à valorização da vida humana em todas as suas dimensões.
