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Governo do Tocantins alerta sobre os riscos e as consequências do hábito de fumar

No Tocantins, a SES-TO é a principal agente na implementação e articulação do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), que oferta de tratamento para a cessação do tabagismo no Sistema Único de Saúde (SUS), disponibilizando acompanhamento ambulatorial com consultas individuais, sessões de grupo e apoio medicamentoso, além de capacitações para profissionais e apoio a municípios.

Segundo dados do PNCT, o Estado conta com 141 unidades de tratamento ao fumante, distribuídas em 69 municípios, que ofertam o tratamento aos tabagistas com abordagem cognitiva comportamental e apoio medicamentoso. O objetivo é que o indivíduo desenvolva a capacidade de gerenciar seu comportamento, saia do ciclo vicioso e pare de fumar.

Em 2024, um total de 682 pacientes receberam o tratamento para a cessação do uso do tabaco, destes 384 homens e 298 mulheres. Já em 2025, no período de janeiro a abril, 141 pacientes foram atendidos, sendo 68 homens e 73 mulheres.

Os locais de assistência aos fumantes são as Unidades Básicas de Saúde, Centros de Atenção Psicossocial e Centros de Especialidades Médicas que estiverem cadastrados. O cadastramento de novas unidades de saúde no PNCT é realizado após a qualificação dos profissionais de saúde municipais. Após o cadastramento, são oferecidos apoio técnico e realizado o monitoramento dos serviços.

“Para os fumantes que querem parar de fumar recebam o acompanhamento especializado, precisam procurar sua unidade de referência e verificar na mesma se ofertam o programa, e caso não oferte, estes profissionais indicarão a unidade mais próxima de sua residência que oferte. É realizada uma avaliação individual pelos profissionais capacitados, e logo após, o fumante será direcionado para participar do grupo para acompanhamento e receber o tratamento adequado. O tratamento pode ser individual ou em grupo, dependendo do perfil do paciente e da disponibilidade dos serviços de saúde”, explica a Coordenadora Estadual do Programa do Tabagismo, Lenna Almeida.

Cigarro eletrônico

Com a comercialização proibida no Brasil desde 2009 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o cigarro eletrônico se tornou comum entre os jovens e um grande perigo para a saúde. “O cigarro eletrônico possui concentrações de nicotina maiores que o cigarro comum, e é modificado quimicamente para que vicie mais rápido. Com isso, as pessoas tendem a fumar mais e maiores quantidades. Mas eles não têm apenas a nicotina, têm diversos componentes que, quando aquecidos, podem predispor ao desenvolvimento de cânceres. Logo, como as pessoas fumam mais, estão em maior risco. No entanto, o surgimento do câncer não é rápido, leva anos e anos. Ele, infelizmente, caiu no gosto dos mais jovens, que acreditam que não faz mal. Ele é um lobo em pele de cordeiro, fazendo tanto mal quanto o cigarro comum”, pontuou o pneumologista.

Dados nacionais

Dados do Ministério da Saúde (MS) apontam que houve um crescimento de 25% no número de fumantes no Brasil entre 2023 e 2024, sendo esta, desde 2007, a primeira vez que o Brasil registra um aumento tão significativo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica o tabagismo como uma doença, a qual é caracterizada pela dependência da nicotina. Apesar de ser muito associado ao cigarro comum, essa substância química está presente em todos os outros derivados do tabaco, como o charuto, o cachimbo e o narguilé.

O impacto total do tabagismo no SUS é de R$ 153 bilhões por ano, sendo que apenas 5% desse valor é arrecadado em impostos com a venda de cigarros.

No Brasil, mais de 174 mil pessoas morrem a cada ano por doenças causadas pelo tabaco, sendo 55 mil por câncer. Já no mundo, são oito milhões de mortes anuais, segundo a OMS.

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