Hospital Regional de Augustinópolis desenvolve projeto pioneiro de Segurança do Paciente na Saúde Indígena

junho 5, 2026

Durante visita técnica realizada no dia 29 de maio, o Hospital Regional de Augustinópolis (HRAUG) apresentou o desenvolvimento de um projeto experimental voltado à Segurança do Paciente na Saúde Indígena. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a assistência prestada à população indígena, promovendo um cuidado mais humanizado, seguro e alinhado às especificidades culturais dos pacientes atendidos na unidade.

A proposta surgiu após uma audiência interinstitucional que reuniu representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) e Hospital Regional de Augustinópolis. Como resultado das discussões, foi iniciada a construção de um protocolo específico para a assistência à população indígena, tendo o HRAUG como unidade piloto.

A unidade hospitalar é referência para o atendimento de moradores de 66 aldeias da região e passa a desempenhar papel estratégico na implementação de práticas voltadas à segurança do paciente indígena. O projeto também integra um Grupo de Trabalho Nacional que discute diretrizes e ações para qualificar o atendimento dessa população nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente do HRAUG, Geysse Kelly Araújo Santos, a iniciativa representa um avanço importante para a assistência prestada na região. “Recebemos diariamente pacientes indígenas de diversas comunidades e regiões vizinhas. Promover uma assistência segura, humanizada e respeitosa é fundamental para garantir um cuidado de qualidade”, destacou.

A coordenadora do projeto e diretora de Qualidade Hospitalar (DQH/SUHP/SES-TO), Ariana Coelho, ressaltou que a construção da proposta ocorreu a partir da escuta das demandas identificadas durante os atendimentos. “Este projeto nasceu da escuta, da observação das necessidades reais e do compromisso com uma assistência cada vez mais segura e humanizada”, afirmou.

Para o diretor administrativo do HRAUG, Júlio Oliveira, a escolha da unidade como piloto reforça o compromisso institucional com a melhoria contínua dos serviços. “Participar desta iniciativa como unidade piloto é motivo de grande responsabilidade. O projeto fortalece a integração entre os setores e contribui para o aperfeiçoamento dos processos institucionais”, pontuou.

A iniciativa também foi recebida com expectativa positiva pelas lideranças indígenas da região. Helena Pereira da Silva, esposa do cacique Zé da Doca, da Aldeia Botica, destacou a importância da proposta para os povos indígenas. “Eu achei esse projeto muito necessário e importante para os povos indígenas. Uma das principais demandas é a criação de uma casa de apoio para os indígenas e a presença de intérpretes durante o atendimento. Vejo esse projeto com muita esperança”, relatou.

A expectativa é que a experiência desenvolvida em Augustinópolis contribua para a construção de estratégias e protocolos que possam ser replicados em outras unidades de saúde, ampliando a qualidade da assistência prestada à população indígena em todo o Tocantins e fortalecendo os princípios de equidade, respeito cultural e segurança do paciente.

Geiza Freire

Geiza Freire

Blogueira e fotógrafa jornalística do Tocantins, ama o Bico do Papagaio, atua na comunicação desde 2009 e expressa sua criatividade por meio da fotografia, informaçã, arte e viagens.

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