Polícia Civil reforça o combate à violência doméstica após graves ocorrências em Augustinópolis

dezembro 17, 2025
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A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 2ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e Vulneráveis (2ª DEAMV) de Augustinópolis, efetuou, nos últimos dias, as prisões preventivas de dois indivíduos investigados por violência doméstica.

A delegada titular da Unidade Especializada, Daniela Caldas, explica que as ações são uma resposta firme do Estado a ocorrências de extrema gravidade registradas recentemente, envolvendo violência doméstica e familiar contra a mulher no município, localizado no Extremo Norte do Estado.

Prisão em flagrante convertida em preventiva

Na última segunda-feira, 15, policiais civis da 2ª DEAMV efetuaram a prisão em flagrante — posteriormente convertida em prisão preventiva — de um indivíduo de iniciais J.V.A., investigado pela prática dos crimes de ameaça, violência psicológica e perseguição, cometidos contra uma mulher com quem mantinha relacionamento afetivo.

Conforme apurado, o investigado possui histórico reiterado de violência doméstica, com mais de dez passagens policiais envolvendo vítimas distintas, o que evidencia a habitualidade criminosa e o elevado risco às mulheres. Durante a ocorrência, o autor chegou a zombar da Justiça e das vítimas, afirmando que não permaneceria preso.

Ao tomar ciência dos fatos e constatar a situação de flagrância, a delegada Daniela Caldas determinou a imediata adoção das providências legais, solicitando apoio da Polícia Militar, que atuou de forma rápida e integrada, culminando na prisão do autor. Diante da gravidade do caso, a autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, com manifestação favorável do Ministério Público. Assim, o Poder Judiciário decretou a prisão preventiva, mantendo o investigado recolhido.

Tentativa de incêndio com a vítima no interior do imóvel

Já no último domingo, 14, também em Augustinópolis, foi registrado um episódio de violência doméstica de extrema gravidade ocorrido durante a madrugada. O investigado, de iniciais G.P.S., invadiu a residência da vítima, sua ex-companheira, com quem o relacionamento havia sido encerrado há cerca de três meses.

No interior do imóvel, o autor passou a agredi-la de forma extremamente violenta, desferindo chutes em diversas partes do corpo, inclusive na face, submetendo a vítima a momentos de terror, medo intenso e risco concreto à vida. Durante as agressões, o investigado afirmou que iria atear fogo na residência com a vítima em seu interior, deixando clara a gravidade da ameaça e a intenção criminosa.

A vítima conseguiu se desvencilhar do agressor e fugir, escapando do local momentos antes da consumação de um crime ainda mais grave. Mesmo após a fuga, o autor prosseguiu com sua intenção, ateando fogo na residência, o que resultou na destruição completa do imóvel, bem como de todos os pertences da vítima, incluindo móveis, objetos pessoais e documentos da família, deixando a vítima e seus familiares em situação de extrema vulnerabilidade.

Na sequência, o investigado dirigiu-se até a residência da mãe da vítima, onde tentou invadir o local e proferiu reiteradas ameaças de morte. O crime não se consumou em razão da intervenção do padrasto da vítima. Ainda assim, o autor deslocou-se até a casa da avó da mulher, onde novamente a ameaçou de morte, ampliando o cenário de terror e insegurança. Após os fatos, o investigado evadiu-se do local.

Prisão preventiva e resposta firme

Diante da extrema gravidade dos fatos, da violência empregada, do risco concreto à integridade física e psicológica da vítima e da reiteração das condutas, a delegada Daniela Caldas, após iniciar imediatamente as investigações, representou pela prisão preventiva do autor. A medida foi deferida pelo Poder Judiciário, e o mandado de prisão preventiva foi devidamente cumprido. O investigado encontra-se à disposição da Justiça.

Diante do contexto dos crimes praticados e da pronta intervenção da Polícia Civil, a delegada Daniela Caldas reiterou que a Instituição continuará combatendo de forma rigorosa todos os atos que atentem contra a integridade física, psicológica ou de qualquer natureza das mulheres.

“Os fatos registrados nos últimos dias em Augustinópolis são de extrema gravidade e não serão tratados com tolerância. A violência doméstica, em qualquer de suas formas, será enfrentada com rigor, resposta rápida e responsabilização efetiva dos autores. Nenhuma mulher é propriedade de ninguém, e o Estado estará presente para proteger as vítimas, interromper ciclos de violência e garantir que a lei seja cumprida”, afirmou a autoridade policial.

Tolerância zero com a violência doméstica

A Polícia Civil do Tocantins reforça que não haverá relativização ou complacência diante de crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher. As ocorrências recentes evidenciam a necessidade de atuação firme, integrada e contínua, reafirmando o compromisso institucional com a proteção das vítimas, a preservação da ordem pública e a aplicação rigorosa da lei.

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